No Brasil, pelo menos 10 milhões de pessoas vivem com doença renal crônica (DRC). A nefrologia, especialidade que combate doenças renais, vai muito além do tratamento clínico: envolve estratégias de prevenção, educação comunitária e articulação com o Sistema Único de Saúde (SUS). 

Caso se especialize nessa área, você não apenas salva vidas, mas transforma realidades em regiões carentes, nas quais há poucos especialistas para atender cidades inteiras. Neste artigo, você descobrirá como integrar saúde pública, inovação e impacto social em uma carreira que está em alta demanda.

Principais causas de doenças renais e possíveis tratamentos

As doenças renais são silenciosas, grande parte dos pacientes só descobrem que têm alguma condição quando já estão em estágios avançados, quando necessitam de diálise ou transplante. 

Nesse sentido, as causas mais comuns incluem diabetes e hipertensão, responsáveis por mais da metade dos casos de insuficiência renal terminal. A obesidade pode aumentar em 83% o risco de cálculos renais e o uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) pode causar 3% das lesões renais agudas. 

Dessa forma, tratamentos avançados incluem inibidores de SGLT2, que reduzem a progressão da DRC ao controlar glicemia e pressão. Há também  a diálise peritoneal automatizada, realizada em casa, que oferece autonomia aos pacientes. Em último caso, o transplante renal com doadores vivos, utilizando técnicas minimamente invasivas, reduz os riscos cirúrgicos.

Ações de saúde pública na nefrologia

O SUS ampliou seu enfoque com a Portaria 389/2024, que inclui:

  • Unidades especializadas em DRC: atendimento ambulatorial para pacientes em estágios iniciais, com equipes multiprofissionais (nefrologista, nutricionista, enfermeiro, psicólogo);
  • Expansão da telemedicina: monitoramento remoto de pacientes rurais, reduzindo o número de internações ao prestar assistência mais rapidamente;
  • Núcleos de segurança do paciente: notificação obrigatória de eventos adversos em clínicas de diálise, como infecções.

                              Médica nefrologista da área da saúde, com jaleco

Quais são as principais políticas de prevenção na nefrologia?

O Plano de Enfrentamento das Doenças Crônicas (2011-2022) estabeleceu metas como reduzir o consumo de sal em 30% até 2025 e aumentar a cobertura de exames de creatinina em diabéticos e hipertensos. 

Além disso, foram promovidas campanhas de vacinação contra a hepatite B, que pode levar à glomerulonefrite. A Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com DRC integra atenção básica e especializada, com foco em diagnóstico precoce. 

Outro objetivo importante foi a redução da prevalência de obesidade na população, considerando que a obesidade é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de doenças renais crônicas.

Nesse sentido, muitas políticas públicas também buscaram aumentar a capacitação dos profissionais de saúde para identificar e tratar precocemente as doenças renais, além de garantir o acesso a medicamentos essenciais.

A implementação de programas de promoção de saúde e prevenção de doenças foi fundamental para educar a população sobre a importância de manter um estilo de vida saudável, incluindo a adoção de uma dieta balanceada e a prática regular de exercícios físicos.

Além disso, foi incentivada a criação de centros de referência em doenças renais, onde pacientes pudessem receber atendimento multidisciplinar e especializado. Esses centros também atuam como locais para a realização de pesquisas e desenvolvimento de novas tecnologias e tratamentos.

A colaboração entre diferentes níveis de governo, organizações não governamentais e o setor privado é essencial para o sucesso das iniciativas, permitindo um enfoque mais abrangente e integrado no combate às doenças renais crônicas.

Ações que podem auxiliar na saúde de pacientes renais

Uma dieta personalizada, incluindo a redução de sal e proteína animal, pode retardar a progressão da DRC em até cinco anos. Junto a isso, grupos de apoio psicológico são essenciais, já que ajudam na prevenção e tratamento da depressão presente em pacientes em diálise. 

Nesse sentido, capilares descartáveis em diálise, conforme as novas normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), têm reduzido os riscos de infecção em pacientes com hepatite. 

Como se especializar em nefrologia?

Formar-se em Enfermagem com especialização em Nefrologia é uma escolha que traz impactos positivos tanto para a carreira profissional quanto para a sociedade. Com o aumento da incidência de doenças renais crônicas, a demanda por enfermeiros especializados na área tem crescido. 

Ao optar pela especialização em Nefrologia, você se posiciona à frente no cuidado de pacientes com doenças renais, desde a prevenção até o tratamento e a reabilitação. 

Aqui na São Camilo, você vai ter acesso a conhecimento aprofundado sobre hemodiálise, diálise peritoneal, transplante renal e técnicas de cuidado inovadoras, permitindo atuar em ambientes especializados como clínicas de diálise, hospitais e centros de transplante. Venha ser um camiliano! 

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